Exercícios de Existência
2015 – 2018
Fotografo-me porque sempre senti o corpo como um território de pergunta.
Estas imagens são tentativas de me situar no mundo. Tentativas de mapear a minha existência. De dizer: estou aqui.
Durante muito tempo, existir pareceu depender do olhar dos outros. Do espelho. Da confirmação. Da imagem devolvida.
Este trabalho nasce do desejo de outra coisa: existir sem espelhos, para além da necessidade de ser vista.
Cada fotografia é um pequeno gesto de afirmação. Um exercício de resistência ao desaparecimento.
Não é sobre representação.
É sobre presença.